Baseado em uma revista em quadrinhos coreana de Hyung Min-Woo, “Padre” não funciona como adaptação ou como obra de cinema.
A decepção maior é testemunhar um ator de potencial como Paul Bettany deliberadamente afundando sua carreira. Após o fiasco que foi “Legião” no ano passado, ele repete o erro com o mesmo diretor: Scott Stewart, neste arremedo de tentativas desorientadas. Bettany é o tipo de ator que pode receber a alcunha de kamikaze, pois mesmo com todos os indícios apontando uma tragédia cinematográfica, ele segue em frente e assina o contrato! “Conjunto de obra pra quê?”
O que se espera ao assistirmos este filme? Que sejamos entretidos, que tenhamos boas cenas de ação e com sorte, um roteiro interessante. Se analisarmos por este ângulo, ele se torna uma obra frustrante em todos os sentidos. As cenas de ação parecem trazidas diretamente dos anos 90, o roteiro não prende nossa atenção. Se caísse uma bomba nuclear na metade do filme que eliminasse todos os personagens, mal perceberíamos. E pensar que um bom diretor poderia transformar o interessante e ousado conceito em um produto até inovador.
A edição do filme também compromete, deixando claro em vários momentos que houve vários cortes significativos, que atrapalham o ritmo e o entendimento da trama. Imposição do estúdio que talvez tenha sido a “pá de cal” que faltava nesta produção.
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