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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Rapaz do Pijama às Riscas


Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas.Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…"

Li este livro numa tarde...

Não consegui parar a meio. É um livro que mexe com o nosso coração, com os sentimentos do ser humano, com os valores, com conceitos, com o tema da morte, da guerra, das religiões, da supremacia...

Já há muito tempo que não lia um livro que me fascinasse tanto, "uma história de inocência num mundo de ignorância"; o holocausto, os nazis, os judeus visto através do olhar de duas crianças de 9 anos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Orgulho e Preconceito



   Um clássico da literatura britânica, considerado por muitos o melhor livro da autora, sendo Lizzy, a personagem principal do romance, assumidamente a personagem favorita de Jane Austen dentre suas obras.
   Sim, um romance. Com a diferença que tanto a "mocinha" quanto o "mocinho" não são perfeitos, como já indica o título. E justamente por isso são capazes de evoluir e aprender com seus erros.    Me chamou a atenção um detalhe curioso: embora Elizabeth, a protagonista, não seja uma heroína típica de histórias românticas, um leitor um pouco mais atento pode perceber que sua irmã Jane o é. Jane é resignada, bondosa, tem bom senso e é a mais velha e mais bonita dentre as cinco irmãs. Elizabeth é a segunda mais velha, a mais racional e a que melhor se dá com o pai extremamente sarcástico, além de ser muito bonita e bastante obstinada, é claro.    Sua mãe é bastante fútil e seus pais estão longe de terem um casamento feliz. Suas irmãs mais novas são tão fúteis quanto a mãe, e chegam a carecer de bom senso. A família vive no interior e embora não sejam pobres, estão longe de serem ricos.    Tudo começa com a chegada do Sr. Bingley, um homem jovem, atraente e solteiro que acabara de adquirir uma propriedade na região, e foi convidado para um baile local. Junto com ele, vão ao baile duas de suas irmãs, uma delas com o marido, e seu amigo Sr. Darcy, também um jovem e atraente solteiro de uma família ainda mais rica.    Sr. Bingley logo se encanta por Jane, e dança e conversa normalmente com os habitante da região, enquanto o resto de seu grupo se mantém fechado a todas as tentativas de conversas ou convites para dançarem, especialmente o Sr. Darcy, o que ofende grandemente as pessoas dali.    A partir disso, desenvolvem-se diversas situações, tanto para Jane quanto para Elizabeth, Darcy e Bingley, com algumas reviravoltas que podem exigir uma revisão de seus conceitos sobre as pessoas e sobre as próprias situações vivenciadas.    Vale a pena conferir também a série homônima da rede de televisão britânica BBC, que tem 6 episódios no total e se mantém fiel ao livro, embora não o substitua. 

sábado, 27 de agosto de 2011

Pena Capital

A sentença foi a de morte pela forca. Mas, por motivos de ordem política, o Ministério do Interior achou necessário confirmar a sua culpabilidade. Assim, encarregou da investigação do caso um tal Rider Sandman, que, porém, não dispunha de quaisquer habilitações especiais para o efeito. Tratava-se de um jovem militar que se destacara na batalha de Waterloo e granjeara também fama pelo seu talento como jogador de críquete, mas cuja vida andava então pelas ruas da amargura. A proposta de um emprego temporário, bem remunerado e pouco exigente, surgiu-lhe como caída dos céus. Porém, quando Rider Sandman inicia a sua pesquisa, deambulando entre os fétidos cárceres de Newgate e os perfumados salões da aristocracia, apercebe-se de que muitos dados não se coadunam com o veredicto, e também de que há demasiada gente empenhada em travar-lhe o passo. Sandman é um perito nas artes da guerra, e, para além disso, conta com o apoio de poderosos, embora algo extravagantes, aliados. Mas enfrenta uma cabala dirigida pelos mais ricos e impiedosos senhores da Regência inglesa. Sandman apenas dispõe de sete dias para salvar um homem inocente do patíbulo mais voraz da Europa. O carrasco aguarda a sua hora. É uma corrida contra o fatal nó escorregadio.

domingo, 21 de agosto de 2011

A Mensageira




" Gabriel Allon, restaurador de arte e espião, está prestes a enfrentar o maior desafio da sua vida. Um alegado simpatizante da Al-Qaeda é morto em Londres, e no seu computador são encontradas fotografias que levam os serviços secretos israelitas a desconfiar de que a organização terrorista prepara um dos mais arrojados atentados de sempre, no coração do Vaticano.

Allon avisa o seu velho amigo monsenhor Luigi Donati, secretário pessoal do Papa, e parte para Roma, a fim de ajudar na segurança. O que nem ele nem Donati sabem é que o inimigo já se infiltrou no Vaticano. Nas semanas que se seguem, Allon irá travar um mortífero duelo de astúcia contra um dos homens mais perigosos do mundo, que o levará de uma galeria londrina a uma ilha paradisíaca nas Caraíbas, a um isolado vale na Suíça e, por fim, de regresso ao Vaticano. A Allon resta montar uma armadilha e esperar não ser ele a cair nela."

Este é o terceiro livro que leio do autor e mais uma vez fiquei incomodada com o que li.

A história, apesar de simples, prende o leitor desde o início, e envolve-o numa tensão e dramatismo constante. É acima de tudo, uma história de vingança, onde o bem e o mal se cruzam em nome de deuses e "guerras santas".

Após o 11 de Setembro e a morte do namorado num dos aviões envolvidos no ataque terrorista, Sarah ofereceu-se como agente secreta à CIA. No entanto, foi rejeitada. Mas agora, sem o esperar, vê-se envolvida na teia de Gabriel Allon e na sua luta contra o homem que está por detrás do atentado ao Vaticano.

Não vou falar da história em si, pois era contá-la, e é uma boa história que deve ser lida. No entanto, e como já referi, os livros de Daniel Silva incomodam-me pela realidade que retratam, pela intriga política que reveste as relações entre o mundo ocidental e os grupos terroristas islâmicos, pelos inocentes que morrem num jogo económico entre potências que usam o fundamentalismo religioso como arma com o único propósito de servirem os seus egos.

Um bom livro que ajuda a perceber os papéis americanos na luta contra o terrorismo enquanto se alimenta da (e alimenta a) sua existência.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Menina que roubava livros



Primeiramente, Olá a todos os leitores do Blog, podem me chamar de Lady ;) fui convidada a postar aqui, indicar um livro e fazer algum comentário.. fiquei em duvida sobre o que indicar, afinal são tantos titulos maravilhosos que fico em duvida! mas acho que esse é um dos meus favoritos, e acho tambem que é uma historia completamente envolvente, que não permite que vc deixe de ler por muito tempo! pelo menos comigo foi assim, não consegui largá-lo enquanto não terminei! rsrs ;P
Espero que para vocês ele seja tão atraente quanto foi pra mim!
Bem, a história é narrada pela Morte, ou seja, é ela quem conta a história de Liesel Meminger, a personagem principal, que foi entregue pela mãe, para adoção em um suburbio de munique e passa a viver com a familia Hubermann, composta por um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta... A narração em sua maioria, se passa na Rua Himmel, na época da Segunda Guerra Mundial.. conta com traços humoristicos, poéticos, irônicos, é uma história um tanto triste, porém, envolvente do começo ao fim, vale a pena ler!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Máquina de Xadrez

Baseado em factos verídicos, A Máquina de Xadrez é tanto um romance histórico como umthriller empolgante. Os acontecimentos decorrem por volta de 1770, no século das Luzes, quando o barão Wolfgang von Kempelen, aventureiro e livre-pensador, tenta conquistar o favor da imperatriz austríaca Maria Teresa apresentando em Viena um engenhoso invento, um autómato vestido como um turco e pretensamente inteligente, capaz de derrotar os melhores jogadores de xadrez. De facto, no interior da máquina, um verdadeiro prodígio mecânico, esconde-se Tibor, o anão que Kempelen resgatou dos calabouços de Veneza, um exímio jogador de xadrez, que, relutante, se vê forçado a participar naquele embuste. Depressa o Turco se torna famoso por toda a Europa, até que, nas celebrações do casamento de Maria Antonieta e Luís XVI, uma baronesa é encontrada morta em misteriosas circunstâncias. As suspeitas recaem sobre o Turco, suscitando a perseguição eclesiástica e complexas intrigas palacianas. O autor tira partido das suas personagens criando um drama psicológico que se adensa à medida que a intriga se torna mais empolgante. A recriação do tempo histórico é minuciosa e brilhante e tem tudo para captar o interesse do leitor.Tem tudo para captar o interesse do leitor... E, de facto, capta!Já não me lembro da última vez que li um livro com este nível de complexidade!Este é um thriller histórico que se desenvolve também em função de um drama psicológico, pois as personagens são de facto de um nível de complexidade único. E, mais interessante que tudo isto, é que é baseado em factos verídicos, as personagens são verídicas!A sinopse explica muito. A história é, basicamente, a de uma máquina de xadrez, construída para agradar à Imperatriz, mas que representa várias coisas para cada personagem: para o anão, uma prisão; para o criador, o auge; para o ajudante, uma obrigação; para alguns, perigo e maldição. E portanto, o sucesso da máquina de xadrez depende de quem sabe o seu segredo. No entanto, não só a morte misteriosa da baronesa como a luta de cada personagem vai afectar o seu destino.O que a sinopse não revela é mesmo a complexa teia que se vai desenvolvendo à volta das personagens, numa luta psicológica constante. Elas vêem-se em confrontos com vontades, fé e razão. Esse é, na minha opinião, o grande triunfo do livro.Li e adorei. Aconselho a todos. Vale mesmo a pena ler, éimpressionante e mais do que cativante.Embora, no plano geral, este é apenas mais um thriller. Mas mesmo isso somos capaz de esquecer durante a leitura.

domingo, 14 de agosto de 2011

A canção de Kali





"Robert Luczak, jornalista e editor, é enviado a Calcutá para recuperar um manuscrito de uma raridade incalculável. O seu autor é um obscuro poeta indiano que morreu há quase dez anos. O manuscrito, no entanto, é mais recente, e estranhos rumores dizem que o autor ressuscitou para escrever essa obra.

Aconselhado por um amigo a não aceitar a missão, Robert ignora o aviso e até leva a mulher e a filha recém-nascida. Uma decisão que o irá atormentar para o resto da vida.

Calcutá é um lugar selvagem, agressivo, imundo e infinitamente estranho. Logo que chega Robert é arrastado para as entranhas da cidade e descobre que não é o único a perseguir o valioso manuscrito. O Culto de Kali - uma temível seita que conspira para invocar a Deusa da Morte e libertá-la sobre a Terra - está disposto a tudo para o encontrar: sangue, morte e até sacrifícios humanos.

Canção de Kali é a história de um homem disposto a ir ao próprio inferno e a arriscar muito mais do que a vida. E você... está pronto para ouvir esta canção?"

Já terminai de ler este livro há dois dias, mas a internet esteve de protesto, pelo que só hoje o consigo comentar.

É uma história diferente, onde o místico e o profano se misturam, onde fantástico e realidade se entrecruzam numa fronteira muito ténue.

Robert Luczak é jornalista e viaja até Calcutá, com a mulher e a filha, para recuperar um manuscrito de um poeta indiano, cujo desaparecimento está envolto em mistério. M. Das, o poeta, está desaparecido há dez anos: para uns está morto, mas para outros ressuscitou para escrever a sua grande obra.

Aquela que parecia uma viagem simples, transforma-se numa vivência dolorosa para Luczak, numa Índia de cultos obscuros, onde se venera Kali, a Deusa da Morte, e se invoca o seu poder através das mais macabras oferendas. O Culto de Kali é uma realidade ou apenas uma encenação?

Gostei da história, mas confesso que esperava mais deste livro. Gostei em especial das descrições de Calcutá, não fantasiadas e que nos dão a conhecer o lado da Índia tão longe do seu colorido e dos seus cheiros maravilhosos. Conhecemos uma Índia de pobreza, de bairros de lata, de sujidade; a Índia escondida dos turistas, mas tão real!

Por outro lado, a personagem de Robert Luczak não me fascinou. Houve momentos em que a considerei demasiado superficial, e confesso, a expressão "miúda" que utiliza quando se dirige à sua mulher parece-me forçada e até irritante.

A história é interessante, marcada pela tensão que se sente desde o início e por um misticismo e cultos que nos deixam a dúvida: será que existem mesmo ou foram apenas uma encenação para que o livro de M. Das fosse recuperado? Os kapalikas veneram mesmo a Deusa Kali ou são apenas um bando de assassinos? M. Das morreu? Quem é o homem, leproso, com quem Robert se encontra? Quais os reais poderes de Kali?

Só ao ler o livro se encontrarão as respostas para estas questões.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A Cura de Schopenhauer


A minha admiração aumenta a cada livro que leio de Irvin D. Yalom. Provavelmente por reunir três das minhas paixões: literatura, filosofia e psicologia. ;)O romance possui uma dinâmica interessante: alterna entre duas histórias distintas. A primeira é de um grupo de terapia, alma deste livro, e a segunda desenrola-se em torno da vida e obra de Arthur Schopenhauer."Viver é sofrer". Para Schopenhauer, filósofo do Séc. XIX, os relacionamentos e os desejos apenas conduzem à dor e ao tédio. A salvação para o sofrimento humano, causado pela existência, é renunciar ao mundo, tornando-se assim verdadeiramente livre.Para Julius Hertzfeld, psiquiatra de renome e acérrimo defensor do conceito da terapia em grupo, a salvação só é atingida quando se constroem relacionamentos sólidos, baseados no amor e na compreensão das diferenças e limites de cada um.A Cura de Schopenhauer é o relato comovente de personagens demasiadamente humanos, que no embate emocionante entre pacientes e terapeuta, desnudam suas mentes e seus corações, tornando-se mais reais do que a própria realidade.
Amor, sexo, separação, perda, vida, dor, morte, filosofias orientais, psicoterapias e terapias alternativas, dinheiro, poder, ou seja, todos os grandes temas de hoje e de sempre passam pelo perspicaz olhar de Yalom que, se não está escrevendo algumas das principais páginas da literatura universal, retrata como poucos a essência da alma do homem contemporâneo.

domingo, 7 de agosto de 2011

O Velho que lia Romances de Amor


Luis Sepúlveda, através das suas férteis descrições, povoa a nossa imaginação com imagens coloridas e surreais da Amazónia e seu povo autóctone. Através das suas palavras sentimo-nos parte integrante de um inebriante poema visual onde a beleza do mundo natural ocupa um lugar destacado.
Entre a figura de José Bolívar, fio condutor desta narrativa, e uma onça selvagem, surgem um paralelismo e um entendimento mútuo, apenas explicáveis como reacção a uma bárbara intromissão dos " gringos " nos seus respectivos habitats.
Assim, Bolívar refugia-se nos Romances de Amor, cujas belas histórias que o levam a imaginar e viajar pelo mundo inteiro, fazem-no também esquecer, ainda que de forma fugaz, toda a selvajaria da civilização humana
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sábado, 6 de agosto de 2011

Ricky

Ricky“Ricky” é um filme que mescla temas de cunho social com uma bela história digna dos clássicos contos de fada.

Falar muito sobre a trama estragaria a fantástica surpresa que o cineasta francês François Ozon guardou para seu público. O que posso adiantar é que não poderia haver nascido um bebê mais especial que Ricky! Katie (vivida por Alexandra Lamy) e sua filha de sete anos Lisa (Melusine Mayance) possuem uma bela relação de cumplicidade, que a câmera de Ozon transmite com rara beleza sutil nos seus minutos iniciais. Quando o seu colega de trabalho na fábrica, o espanhol Paco (Sergi Lopez) inicia uma relação com Katie, desperta desconfiança na criança prematuramente madura. Desta relação nasce Ricky, que cedo começa a apresentar hematomas em suas costas, fazendo crescer a desconfiança da mãe com relação à índole do pai. Estaria ele batendo em seu filho? Seria a irmã mais velha, procurando atenção? A resposta dada pelo cineasta é uma bela surpresa que ofusca as pequenas falhas da obra em sua hora final, com direito inclusive a um toque final que nos remete aos piores elementos nas obras de Spielberg.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Segredo de Milton


O livro O Segredo de Milton é destinado às crianças e jovens, e a temática é a mesma dos best sellers de Eckhart Tolle. Em linguagem fácil e compreensivel, a obra ensina às crianças a não terem medo do futuro e nem se ‘apegarem’ demasiado ao passado.Uma mensagem que acalma os corações dos miúdos, por vezes tão atormentados com coisas banais e sem jeito nenhum.A história fala sobre Milton um miúdo muito feliz que um dia após ser magoado por um colega de escola, começa a ficar triste e sem vontade para fazer as coisas que ele tanto gosta. O avô de Milton ensina-lhe então como chegar a um lugar de calma e tranqulidade, este lugar se chama ‘Agora’….Um excelente livro que pode ensinar as crianças a aprender controlar os seus medos e anseios. Afinal o ontem já passou e o amanhã ainda está por vir...Uma lição fantástica também para os graúdos! Quem sabe hoje poderemos evitar sofrer por coisas insignificantes, ou deixar de nos preocupar com algo que pode nem acontecer!