Cada vez mais os estúdios de cinema se voltam para o público adolescente produzindo histórias açucaradas com teor de ação e ficção misturados, criando uma salada por vezes sem sal e sem tempero. Seguindo a mesma tendência – infelizmente- da saga Crepúsculo, chega aos cinemas “Eu Sou o Número 4”, produção dirigida por D.J. Caruso, diretor que já mostrou uma média habilidade no gênero do suspense com Paranóia, mas não tem feito nada de fato com mais substância atualmente. Agora o diretor volta ao cinema com essa adaptação de um livro não tão conhecido do grande público. Será falta de um bom roteiro?
“Eu sou o Número 4” é previsível do início ao fim com é o habitual das produções que tem como foco o público adolescente. Um emaranhado de idéias antigas que se propõem apenas e tão somente a entreter sem criar um conteúdo inovador para o gênero água com açúcar. A premissa é mesma que tantos e tantos filmes voltados para a faixa mais consumidora da sociedade, os adolescentes. Nele temos os eternos clichês dessas produções, o mocinho que foge dos alienígenas caçadores, a mocinha que se revela uma grande guerreira e claro, um colégio cheio de valentões idiotas e suas vítimas nerds. Sem falar nos vilões alienígenas.
O problema desse tipo de filme é não beber de outras primorosas fontes que tanto fizeram sucesso em décadas passadas e buscar idéias em livros e roteiros bobos que subestimam a inteligência de um público que precisa ser instigado.
A Trilogia “De Volta para o Futuro” é uma prova de que é possível fazer um filme onde a junção de diversos estilos (drama, comédia, ação, suspense) deram certo e até hoje é referência de bom roteiro e direção. Mas também é a prova de que, infelizmente, nem sempre uma boa fórmula pode ser reproduzida. E Eu Sou o Número 4 está aí para atestar. Pena.
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